Uma enorme caixa de sapatos ocupa a parte externa do prédio da Bienal de São Paulo desde o dia 18 de novembro. Trata-se de uma instalação interativa, importada do Museu da Empatia (sediado originalmente em Londres), que sugere aos visitantes uma experiência inusitada: vestir os sapatos de um desconhecido e, por dez minutos, caminhar com eles ouvindo a história dessa pessoa em um fone de ouvido particular.  São 25 depoimentos captados e editados especialmente para a edição do projeto no Brasil e que trazem relatos emocionantes a respeito de diferentes relações sociais de conflitos, preconceito e desigualdade.

“O Museu da Empatia é um espaço de experiências dedicado a desenvolver nossa capacidade de olhar o mundo através dos olhos de outras pessoas. Por meio de projetos participativos, situações de diálogo e conexão entre as pessoas, busca explorar como a empatia pode transformar nossas relações interpessoais, inspirar mudanças de atitude e contribuir para o enfrentamento de desafios globais como preconceito, conflitos e desigualdade.”

– Intermuseus, organizador do projeto

O projeto, intitulado “Caminhando em seus sapatos”, faz alusão à expressão em inglês “to walk in someone’s shoes”, que significa se colocar no lugar dos outros, e foi idealizado pela artista britânica Clare Patey em colaboração com o filósofo e escritor do best-seller “O Poder da Empatia” Roman Krznaric.

Já há algum tempo os museus deixaram de ser um espaço de simples contemplação para assumirem essa faceta que permite aos visitantes a interação e a coparticipação em determinada obra. Nesta, ainda que brevemente, quem veste os sapatos tem a oportunidade de colocar-se no lugar do outro dando espaço à escuta e permitindo que ela ressoe dali em diante, trazendo luz a temas que – pela experiência individual – não tinham sido aventados antes. E por uma perspectiva, muitas vezes, desconhecida.

“A empatia nos deixa mais felizes, porque ela cria vínculos. A empatia é uma cola eficaz, ela nos une às pessoas”

Roman Krznaric

Caminhando em seus sapatos

No mural

Veja o que dizem algumas das pessoas que participaram da experiência:

“É preciso coragem para assumir a nossa verdadeira identidade. Obrigada por compartilhar a sua história.”

“A incrível possibilidade de conhecer o outro lado da história”

“Meu número é minha xará. O que posso fazer por você agora?”

“Não sabemos a dor do caminhar de cada um.”

“Sapatos que pisam caminhos diferentes, mas constroem histórias repletas de sentimentos mútuos.”

Se estiver em São Paulo, não deixe de visitar!

Museu da Empatia – Caminhando em seus sapatos…

Parque do Ibirapuera – área externa do pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo, acesso pelo Portão 3.

De 18 de novembro a 17 de dezembro de 2017.

De terça a sexta, das 10h às 19h | Sábado e domingo, das 11h às 20h.

Entrada grátis | Capacidade de 25 pessoas por vez (senhas distribuídas no local)